Todos somos Camões

    Canto 8, Estrofe 96

    Nas naus estar se deixa vagaroso,
    Até ver o que o tempo lhe descobre:
    Que não se fia já do cobiçoso
    Regedor corrompido e pouco nobre.
    Veja agora o juízo curioso
    Quanto no rico, assim como no pobre,
    Pode o vil interesse e sede imiga
    Do dinheiro, que a tudo nos obriga.