Todos somos Camões

    Canto 4, Estrofe 43

    "O campo vai deixando ao vencedor,
    Contente de lhe não deixar a vida.
    Seguem-no os que ficaram, e o temor
    Lhe dá, não pés, mas asas à fugida.
    Encobrem no profundo peito a dor
    Da morte, da fazenda despendida,
    Da mágoa, da desonra, e triste nojo
    De ver outrem triunfar de seu despojo.