Todos somos Camões

    Canto 7, Estrofe 79

    Olhai que há tanto tempo que, cantando
    O vosso Tejo e os vossos Lusitanos,
    A fortuna mo traz peregrinando,
    Novos trabalhos vendo, e novos danos:
    Agora o mar, agora exp’rimentando
    Os perigos Mavórcios inumanos,
    Qual Canace, que à morte se condena,
    Numa mão sempre a espada, e noutra a pena.